segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O fim está próximo!

Segundo o filme 2012, o calendário maia e o escambau, o mundo termina em 21/12/2012... Tá bem, muito engraçadinho vai usar essa mega desculpinha esfarrapada para sair aloprando por aí e tem também aqueles que, caso a coisa aperte mesmo, vão apelar para Deus, Maomé e tudo que é Santo, pedindo sua salvação. Ah, nessas horas também se resolve pedir perdão, dizer um “eu te amo” e o diabo à quatro!

Como diz uma amiga minha, temos que viver cada dia como se fosse o último, isso significa tão-somente procurar estar sempre numa boa, em paz com a gente e com as pessoas de quem gostamos... afinal, o mundo acaba para quem morre e ninguém sabe a sua hora... mas também não é pra ficar impressionado com o grand finale, não dá pra pirar na batatinha com essa história de fim de mundo... há uns 10 anos atrás tive um sonho que me “revelou” que vou desta para uma melhor (será melhor?) com 33 anos, ou seja, tenho até abril do ano que vem para aproveitar! Mas isso não me fez perder o sono, não me fez comer salada e muito menos deixei de ser a mesma viajandona na hora de atravessar uma rua...

A destruição da natureza pelo próprio homem é a mais provável causa para o nada esperado dia D... eu mesma nunca me preocupei com o meio ambiente, não que me orgulhe disso, mas é a mais pura verdade! Não separo lixo, uso sacola plástica, tomo banho demorado e imprimo um monte de folhas para conferir cálculos aqui no meu trabalho, depois de tudo conferido, lá vão elas para o lixo! Na real, não me sinto tão responsável por isso, os maiores responsáveis são as grandes empresas poluidoras e acho que não é minha pequena colaboração que vai fazer a diferença...

Tudo indica mesmo que o fim está próximo... Mas quer saber? Uma vez explodi meu mundinho particular e foi muito bom! Começei do zero, tudo de novo... Se tiver a oportunidade de explodí-lo quantas vezes eu quiser, melhor ainda! Quem sabe não é isso que o planeta precisa? Que venha o que tiver que vir! Quem viver, verá!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vida Bandida


Domingo resolvi me fazer um mimo e loquei o filme “Inimigos Públicos”, que eu queria assistir fazia um tempão. Como acompanhamento, algo singelo, uma cumbuca de polenta à bolonhesa, com bastante queijo e uma garrafa de ½ litro de Eisenberg...

O filme é bem legal, com bastante ação, tiroteio e cenas de fuga. Mas, para mim, o mais bacana foi a trilha sonora jazzista, a ambientação nos anos 30 e, principalmente, o fascínio que exerce o fora da lei, interpretado pelo magnífico Johnny Deep.

Há anos atrás, assisti a outro filme do gênero, o clássico Bonnie e Clyde (o original, de 1967) e me apaixonei. Assim como no filme de Deep, é retratada, de forma romanceada, uma história real: Bonnie conhece Clyde de forma inusitada e fica gamadona. A partir daí, larga a vida certinha e se transforma em assaltante de banco, junto de seu amor. Se tornaram famosos nos USA, nos anos 30, transformando-se em verdadeiras lendas.

Assistindo a esses filmes, não tem como não torcer pelos bandidos e invejá-los! Sim, causa uma ponta de inveja: uma vida marginal, imprevisível, transgressora, excitante... Ah! E elegante! Assaltavam bancos numa estica: sobretudo, chapéu e um ar blasé/simpático... Sem essa de meia na cabeça, cara de mau ou chinelo de dedo!

Se não bastasse tudo isso, ainda tem romance! Em “Inimigos Públicos”, é imperdível a cena em que Deep vai até a chapelaria em que a sua escolhida trabalha e a tira de lá! Mulheres babem! Homens, inspirem-se!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Saudades de Morfeu

Se sentia castigada por Morfeu... sem entender direito o motivo, simplesmente ele havia desaparecido...

Sentia falta do aconchego de seus braços e de um sono tranqüilo. Como não repousava, vivia em estado de letargia. Tentava relaxar, não conseguia. Tentava se concentrar, menos ainda...

À noite, esperava por Morfeu... de um lado para o outro, revirando os lençóis. Em desespero chorava, em noites de completo abandono.

Algumas vezes ele a procurava, mas deixava claro o seu tormento: somente uma hora ou duas podia sentir o seu alento... e passava tão rápido aquele momento, seus olhos arregalavam e começa de novo: de um lado para o outro.

E num dia de completo desprendimento, sentindo que do mundo não fazia mais parte, decidiu dar um fim ao martírio... caindo em sono profundo.

O problema não foi o estar sempre acordada... foi ter deixado de sonhar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

I'm free to do what I want any old time

Nunca tive tanta “liberdade” como neste momento (as aspinhas são só pra lembrar que nunca somos totalmente livres...). Mas, por incrível que pareça, andei me sentindo meio perdidona, sem saber o que fazer direito com essa liberdade. No início, não ficava em casa de jeito nenhum, inventava qualquer coisa pra chegar tarde, depois de um tempo com o pé sempre na rua, acabei percebendo que não tenho mais saco pra certas coisas/lugares/pessoas e ando mais seletiva.


But, somente agora, e olhe lá, estou me acostumando com isso tudo. Mas de vez em quando pinta aquela sensação de vazio quando se trata de você e as paredes, nada mais!

Comentando essa sensação com uma colega, ela disse que me invejava! Afinal de contas, ela tinha de dormir e acordar todo o dia com a mesma pessoa, agüentar mau humor, dar satisfações, coisas que eu não precisaria fazer.

E lembrei de mim mesma há uns 3 anos atrás, desejando justamente ser livre... Será isso mesmo? A gente nunca está satisfeito com o que tem? Que conceito é esse de liberdade? Quando estou acompanhada não posso ter meu espaço e respeitar o do outro? Quantas minhoquinhas na minha cabeça...

“A lei é nunca alcançar o que se deseja”. Analisamos essa declaração, do Adorno, se não me engano, na aula de Antropologia... a eterna insatisfação, a busca por algo que não se tem... se alcançamos o que tanto queríamos, o que fazemos então? Queremos mais e mais ou trocamos o que já havíamos conquistado por outra coisa... ou simplesmente, não sabemos o quer fazer com nosso “prêmio”!

Só sei que nada sei! E o negócio é seguir o baile, sem tanta encucação... e sabe de uma coisa, até que estou sendo uma boa companhia pra mim! E outra: eu sou livre pra fazer o que quero a qualquer hora e assim pretendo ser, mesmo que encontre um chinelinho velho para o meu pé torto!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vivendo e aprendendo


Ontem, pensei em ficar bem atenta ao mundico, para que o dia não passasse em branco e, sei lá, eu aprendesse alguma liçãozinha da vida ou percebesse alguma coisa legal pra postar por aqui.


Pois bem, no intervalo do almoço tive de ir ao centro para tentar resgatar um título de capitalização. Chegando ao banco, me estressei com o vigilante encarregado da porta giratória. Tive de descarregar coisas da bolsa várias vezes, porque tentava passar e a porcaria apitava. Quando finalmente consegui entrar, passei por três atendentes até conseguir um funcionário que tinha acesso ao sistema pra me ajudar. E o que tenho de ouvir da criaturinha? “ A senhora, como toda boa mulher, já vai sair gastando essa grana.” Respondi que não lhe interessava o destino que daria ao MEU dinheiro. Saí praguejando e me segurarando pra não quebrar tudo que via pela frente... Respirei fundo e decide que o resto do dia ia ser legal...

Saindo dali, fui almoçar num restaurante de nome engraçado: Piriri! Mas acreditem, a comida é boa! Como não havia mesa disponível, pedi licença a um senhor e sentei com ele. Buenas, eu estava tendo meus tremelicos nas mãos (acontece se fico muito tempo sem comer...) e a coisa estava feia, não conseguia levar o garfo à boca, sem deixar cair um pouco de comida na mesa. Me senti constrangida, envergonhada... Putz, o que esse senhor vai achar de mim? Não consegui comer direito...

Eis que no fim do almoço, ele pergunta, segurando um papel na mão: “O que é isso, moça?” Puxa, como ele não sabe o que é isso?, pensei com meus botões. Respondi que era a comanda, com os valores que teria de pagar. E, para minha surpresa, percebi que ele era cego!

Engatamos uma boa conversa e ouvi uma baita história de vida. Quando me disse que era casado com uma mulher cega, perguntei como tinham se “enxergado” no mundão velho sem porteiras, sem enxergar! Mais uma história interessante... falamos sobre beleza aparente, beleza verdadeira e coisas da vida.

E me senti feliz, porque alguém que não vê o mundo da mesma maneira que nós, não vê cor de cabelo, altura, peso e etc., concluiu, pela conversa, que sou madura (vejam só!) e um ser humano belo, porque sou sensível e dou valor à coisas bacanas. Fiquei toda prosa!

Sim, tive várias lições nesse dia. A principal é que ser feliz deve partir de uma decisão minha. Puxa, difícil, né? Mas não custa tentar!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Momento fófis

4 dias de feriadão, um baita sol e euzinha fiquei por aqui, na Província, no meu finde free... meu feriadão começou na quinta-feira e um dia antes eu estava apavorada... O que vou fazer? Vou ter companhia? Não dá pra viajar, não?

O pior é que recebi um convite sem cabimento e completamente cara de pau para ir pra Garopaba... mas se aceitasse, teria de pagar um preço alto... fora de questão! O negócio foi derreter mesmo... em Porto Alegre.

Entre mortos e feridos, dá pra dizer que foram 4 dias legais, com a companhia constante da Adri, que está se saindo uma amiga e tanto!

Dormi e bebi que nem uma condenada, organizei um pouco da minha bagunça e dormi de novo...

E me dei conta que não escrevia no blog há tempos... apesar de continuar escrevendo fora dele... acho que ando meio sem inspiração e hoje tô retomando, pra ver se não perco o ritmo.

Não fiz nada de especial, mas os dias comuns podem ser bons... em dias comuns, não perco as pessoas que amo... sim, pode soar piegas, mas minha vó, que é como uma mãe, baixou hospital ontem e fiquei com ela no dia de Finados, agradecendo por ela não ter batido as botas!

E me emocionei e chorei e ri... e não queria escrever por não estar atingindo o meu nível sarcástico, que já é uma marca... but, o nível fófis está imperando, fazer o quê?

Aproveitando essa fofura toda, gostaria de agradecer à pessoas que estão fazendo A diferença na minha vida, neste momento.

Em primeiríssimo lugar: ao meu grande amigo/irmão Tiago. Obrigada por me fazer perceber que sou maior que os últimos acontecimentos, por me incentivar a colocar no papel os meus planos, entre eles, esse blog, e por ter me pago aquele lanche lá na Facul, quando eu não tinha um puto pila no bolso e sequer tinha almoçado!

À Adri, por me apoiar tanto nas minhas loucuras quanto nas horas em que estive no fundo do poço... o remédio do Doctor tá fazendo efeito contrário, nós já sacamos... Ah, valeu pela companhia, pela louça lavada, pelo anel que me deste, que não era de vidro e não se quebrou... e até pela campanha do agasalho da Mel! Sem palavras...

E finalmente, à Bru, por me tirar de casa e me abrir a cabeça... como a gente é parecida! Mas não sou você amanhã, que tua história seja bem diferente e mil vezes mais interessante que a minha!

E isso não é uma despedida, não vou cortar os pulsos... é só vontade de apertar as bochechinhas de vocês, cuti cuti.!