segunda-feira, 22 de março de 2010

A primeira e última aula

Não gosto de fazer exercícios. É fato. Não é bom ter uma vida sedentária. É fato, também. Diante desta constatação, aceitei acompanhar uma amiga a uma aula demonstrativa de Attack...

Fui sem ter a mínima noção do que se tratava, o que foi um baita erro, pois se soubesse...

Afinal, o tal attack nada mais era do que aeróbica, pelo menos no meu tempo se chamava assim... Como eu caí nesta? Novos nomes pra coisas antigas!

Fiquei admirada pela empolgação de algumas pessoas em praticar um esquema desses... soltar os bofes pra fora, suar que nem porco, pular e pular, alguns chutes e socos para o ar e, pasmem, tudo isso acompanhado de um sorriso nos lábios!

Definitivamente, essa vida não é pra mim. Não gosto, não dá mesmo. Fora a vergonha por ser tão descoordenada... Enquanto todos pulavam para a esquerda, a criaturinha aqui, pulava para a direita...

Não saí no meio da aula, por educação, pra não fazer desfeita a amiga, essas coisas... e por já ter avisado em que ponto da minha bolsa estava a carteira do plano de saúde... achei que podia precisar, vai saber!

Saí de lá com as pernas bambas, a musculatura em frangalhos e com a certeza de que não voltaria!

O importante foi ter sobrevivido e, para comemorar este fato, fui direto a uma lancheria: “Xis com ovo e Coca Cola, por favor!”

Ah! Nada como ser feliz!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Da série "Quem sabe ainda sou uma garotinha..."

Sem grana pra psicólogo, resolveu fazer um esforço para lembrar lances de sua infância, já que não lembra de quase nada. Vieram à sua mente imagens confusas: ela, trancada em um cubículo, com portas dos 4 lados, brincando sozinha; atravessando um corredor longo (até hoje tem uma sensação ruim quando caminha por um corredor, mas não conta pra ninguém...); de castigo em seu quarto, por algum crime infantil do qual não se recorda. Alguma imagem bacana? O dia em que ganhou a boneca Emília...

Estamos falando da infância mais remota, aquela que vai até uns 5 anos de idade... O esforço traz poucas recordações e, então, resolve resgatar fatos com pessoas que fizeram parte desse período e dos que vieram em seguida, acreditando que, com isso, vai juntar os retalhos de sua existência, naquele esquema de se conhecer melhor e entender como se relaciona com os outros...

E o escolhido para abrir os trabalhos foi seu avô materno. Ele era um legítimo alemão, muito calado, tão calado, que ela não tem registro de sua voz. Ele era bonitaço, a cara do Paul Newman, elegantérrimo, sempre de chapéu...

Ele parecia triste, distante, sem sentimentos, até... Mas, eis que um dia, demonstrou amor de sua forma: construiu um balanço para ela e sua irmã. Contente, descobriu que ele sorria...

E, a partir dali, ela resolveu retribuir e ser sua cúmplice em algo. Todos os dias ele comia um ovo cozido, que de cozido não tinha nada, era molenga, praticamente cru... Ela sentou-se à mesa e disse que queria comer um daqueles... Ele ficou contente e sorriu... E um ritual surgiu, todos os dias eles comiam o tal ovo mole...Sem trocar uma palavra, mas felizes...

Até hoje, detesta ovo mal passado, mas não precisa mais fazer o sacrifício... faz tempo que seu avô se foi... quando ela tinha uns 11 anos, talvez... E, pensando nisso tudo, ela se pergunta se é por isso que, às vezes, faz coisas de que não gosta muito pra agradar quem ama...E se é por isso que acredita que amar é fazer sorrir...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ô, abre alas que eu quero passar!

E o Carnaval já era... ufa! Todas as bundas rebolantes, fantasias, samba enredo, suor, desfiles, blocos, só no ano que vem!

O bom disso tudo é ter tido um feriadão! Apesar de ter chovido em bicas nas bandas de Torres, foi bem bacana.

Descansei (só um pouco), bebi horrores com a Adri, tomamos banho de mar todas as noites, aproveitando a água bem quentinha e fazendo o tal Carnaval do nosso jeito. O único porém, sempre tem que ter, foi o banho que meu celular levou... não funciona nem com banda de música, mas já tô providenciando outro...

O pessoal foi se despedir de mim na Rodoviária, todos torcendo para que eu sentasse ao lado de um bonitão, essas coisas de querer desencalhar a amiga, só que ao meu lado sentou uma mulher... gargalhadas do lado de fora do bus, sarristas de uma figa!

But, minha companheira de viagem olha pra mim e pergunta se não havia estado em Ingleses em janeiro... muito tri, ela tava hospedada na mesma pousada que eu, havíamos ficado de trocar telefones, mas nos desencontramos na saideira das férias.

Agora os telefones estão anotados, uma amizade se firmou, tagarelando a viagem inteira, descobrindo um monte de coisas em comum e lá vem mais estórias para contar, logo, logo...

A vida é uma caixinha de surpresas! E eu adoro isso!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Enfim, férias!

Depois de passar o madrugadão no bus, chegamos à Rodoviária de Floripa! Fomos direto tomar um café e, pra minha surpresa, a comunicação com os manezinhos foi meio difícil... Pedi um simples sanduba, me trouxeram uma torrada, que pra eles é um misto quente... tentei explicar que queria um farroupilha... dã pra mim, Guerra dos Farrapos é coisa de gaúcho... expliquei que era com pão de cacetinho, que pra eles é pão de trigo... e eu tinha pra mim que todo pão era de trigo...

Estômago devidamente forrado, peguei mais dois ônibus até chegar em Ingleses... A dona da pousada é gaúcha e todos os hóspedes, também. Garantia de chimarrão no fim de tarde, iupi!

Uma curiosidade: a dona da pousada tem uma filha exatamente da minha idade, nascida no mesmo dia e mês, a diferença ficou apenas no horário, ela nasceu à 1 da madruga e eu, à 1 da tarde... conversa vai, conversa vem, me mostrou uma foto da filha, em um CD... é a cantora Ana Kruger, do Delicatessen... coincidências, quando o grupo foi premiado no Açorianos, eu estava lá!

Ah, a praia tá dominada pelos argentinos. Vou pedir informações e me sinto estrangeira! Já decorei uma frase em espanhol, que é um pedido pra que falem mais devagar! Os ambulantes te chamam de chica, vejam só...

E aqui os gaúchos se procuram e se reconhecem. Antes de armar o guarda sol, perguntam a quem estiver perto se é brasileiro/a, se tu disser que é gaúcho/a, o pessoal se abanca por ali, como uma comunidade do RS, chega a ser engraçado!

Tem sido legal... a cada dia uma surpresa: já andei de sundboard; tivemos um happy hour com a gauchada da Pousada, num lugar bem bacana, chamado Santo Antônio de Lisboa; fiz uma amiga de Santa Cruz do Sul; conheci uma praia lindíssima, paradisíaca, que é a Praia do Forte e ainda tenho mais alguns dias, pra fazer mais descobertas!

Ah, vida boa! Becitos e até a próxima!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Parque de Diversões?!?

No feriadão de ano novo, entre outras coisas, fui a um parque de diversões com a Adri e nossos respectivos filhotes. Era pra ser diversão e se tornou um inferno daqueles!

Não é que não queira aventura ou fazer coisas diferentes, pelo contrário... estava com uma vontade danada de pular de paraglider, lá em Torres, só não fui por um detalhezinho sórdido, mas tudo bem, fica pra próxima...

A questão é que os brinquedos que balançam demais, me fazem mal... sinto tonturas e vontade de chamar o Tio Hugo...

Só que desta vez, o negócio foi punk... inventamos de ir num treco que para muitos deve ser fichinha: se não me engano era um tal de Rock Samba. O problema número 1 é que não tinha um cinto de segurança ou algo assim, a gente fica solto e tem que se segurar em uma barra, atrás do banco. O problema número 2 é que estávamos com duas crianças!

Buenas, nós que somos adultas pulávamos horrores daquele banco, sem conseguirmos nos segurar direito e pra piorar, tivemos que colocar nossas pernas por cima de cada um dos piás pra que as criaturinhas não caíssem...

Pra resumir o pesadelo, aí vai o saldo da “diversão”: a Adri fez um machucado horrível no braço, que ficou tão inchado, a ponto de acharmos que tinha quebrado; eu ganhei um belíssimo hematoma em formato de salsichão, localizado nos ossinhos da coluna e perdi um pedaço do meu celular!

Emoções radicais? Tudo bem... mas um pouco de segurança e canja de galinha não fazem mal a ninguém!