Nunca tive tanta “liberdade” como neste momento (as aspinhas são só pra lembrar que nunca somos totalmente livres...). Mas, por incrível que pareça, andei me sentindo meio perdidona, sem saber o que fazer direito com essa liberdade. No início, não ficava em casa de jeito nenhum, inventava qualquer coisa pra chegar tarde, depois de um tempo com o pé sempre na rua, acabei percebendo que não tenho mais saco pra certas coisas/lugares/pessoas e ando mais seletiva.
But, somente agora, e olhe lá, estou me acostumando com isso tudo. Mas de vez em quando pinta aquela sensação de vazio quando se trata de você e as paredes, nada mais!
Comentando essa sensação com uma colega, ela disse que me invejava! Afinal de contas, ela tinha de dormir e acordar todo o dia com a mesma pessoa, agüentar mau humor, dar satisfações, coisas que eu não precisaria fazer.
E lembrei de mim mesma há uns 3 anos atrás, desejando justamente ser livre... Será isso mesmo? A gente nunca está satisfeito com o que tem? Que conceito é esse de liberdade? Quando estou acompanhada não posso ter meu espaço e respeitar o do outro? Quantas minhoquinhas na minha cabeça...
“A lei é nunca alcançar o que se deseja”. Analisamos essa declaração, do Adorno, se não me engano, na aula de Antropologia... a eterna insatisfação, a busca por algo que não se tem... se alcançamos o que tanto queríamos, o que fazemos então? Queremos mais e mais ou trocamos o que já havíamos conquistado por outra coisa... ou simplesmente, não sabemos o quer fazer com nosso “prêmio”!
Só sei que nada sei! E o negócio é seguir o baile, sem tanta encucação... e sabe de uma coisa, até que estou sendo uma boa companhia pra mim! E outra: eu sou livre pra fazer o que quero a qualquer hora e assim pretendo ser, mesmo que encontre um chinelinho velho para o meu pé torto!
Puxa este eterno descontentamento me faz lembrar que sou um humano... como diria a dona do blog...humanóide!!!
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