quarta-feira, 11 de novembro de 2009

I'm free to do what I want any old time

Nunca tive tanta “liberdade” como neste momento (as aspinhas são só pra lembrar que nunca somos totalmente livres...). Mas, por incrível que pareça, andei me sentindo meio perdidona, sem saber o que fazer direito com essa liberdade. No início, não ficava em casa de jeito nenhum, inventava qualquer coisa pra chegar tarde, depois de um tempo com o pé sempre na rua, acabei percebendo que não tenho mais saco pra certas coisas/lugares/pessoas e ando mais seletiva.


But, somente agora, e olhe lá, estou me acostumando com isso tudo. Mas de vez em quando pinta aquela sensação de vazio quando se trata de você e as paredes, nada mais!

Comentando essa sensação com uma colega, ela disse que me invejava! Afinal de contas, ela tinha de dormir e acordar todo o dia com a mesma pessoa, agüentar mau humor, dar satisfações, coisas que eu não precisaria fazer.

E lembrei de mim mesma há uns 3 anos atrás, desejando justamente ser livre... Será isso mesmo? A gente nunca está satisfeito com o que tem? Que conceito é esse de liberdade? Quando estou acompanhada não posso ter meu espaço e respeitar o do outro? Quantas minhoquinhas na minha cabeça...

“A lei é nunca alcançar o que se deseja”. Analisamos essa declaração, do Adorno, se não me engano, na aula de Antropologia... a eterna insatisfação, a busca por algo que não se tem... se alcançamos o que tanto queríamos, o que fazemos então? Queremos mais e mais ou trocamos o que já havíamos conquistado por outra coisa... ou simplesmente, não sabemos o quer fazer com nosso “prêmio”!

Só sei que nada sei! E o negócio é seguir o baile, sem tanta encucação... e sabe de uma coisa, até que estou sendo uma boa companhia pra mim! E outra: eu sou livre pra fazer o que quero a qualquer hora e assim pretendo ser, mesmo que encontre um chinelinho velho para o meu pé torto!

Um comentário:

  1. Puxa este eterno descontentamento me faz lembrar que sou um humano... como diria a dona do blog...humanóide!!!

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