sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vivendo e aprendendo


Ontem, pensei em ficar bem atenta ao mundico, para que o dia não passasse em branco e, sei lá, eu aprendesse alguma liçãozinha da vida ou percebesse alguma coisa legal pra postar por aqui.


Pois bem, no intervalo do almoço tive de ir ao centro para tentar resgatar um título de capitalização. Chegando ao banco, me estressei com o vigilante encarregado da porta giratória. Tive de descarregar coisas da bolsa várias vezes, porque tentava passar e a porcaria apitava. Quando finalmente consegui entrar, passei por três atendentes até conseguir um funcionário que tinha acesso ao sistema pra me ajudar. E o que tenho de ouvir da criaturinha? “ A senhora, como toda boa mulher, já vai sair gastando essa grana.” Respondi que não lhe interessava o destino que daria ao MEU dinheiro. Saí praguejando e me segurarando pra não quebrar tudo que via pela frente... Respirei fundo e decide que o resto do dia ia ser legal...

Saindo dali, fui almoçar num restaurante de nome engraçado: Piriri! Mas acreditem, a comida é boa! Como não havia mesa disponível, pedi licença a um senhor e sentei com ele. Buenas, eu estava tendo meus tremelicos nas mãos (acontece se fico muito tempo sem comer...) e a coisa estava feia, não conseguia levar o garfo à boca, sem deixar cair um pouco de comida na mesa. Me senti constrangida, envergonhada... Putz, o que esse senhor vai achar de mim? Não consegui comer direito...

Eis que no fim do almoço, ele pergunta, segurando um papel na mão: “O que é isso, moça?” Puxa, como ele não sabe o que é isso?, pensei com meus botões. Respondi que era a comanda, com os valores que teria de pagar. E, para minha surpresa, percebi que ele era cego!

Engatamos uma boa conversa e ouvi uma baita história de vida. Quando me disse que era casado com uma mulher cega, perguntei como tinham se “enxergado” no mundão velho sem porteiras, sem enxergar! Mais uma história interessante... falamos sobre beleza aparente, beleza verdadeira e coisas da vida.

E me senti feliz, porque alguém que não vê o mundo da mesma maneira que nós, não vê cor de cabelo, altura, peso e etc., concluiu, pela conversa, que sou madura (vejam só!) e um ser humano belo, porque sou sensível e dou valor à coisas bacanas. Fiquei toda prosa!

Sim, tive várias lições nesse dia. A principal é que ser feliz deve partir de uma decisão minha. Puxa, difícil, né? Mas não custa tentar!

2 comentários:

  1. Pois é minha amiga... Uma história surpreendente. Ainda mais pra alguém que vive reclamando da vida e de si mesma... Leve isso como um exemplo, uma lição de vida. Esse homem pode ter sido enviado por DEUS até teu encontro... Conhece essa história? Pois bem, quando tiver interesse é só me perguntar que eu te conto.
    Um beijo grande no coração!
    Inté ;)

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