Dia desses, em um bar desta Província, dei de cara com uma mulher que parecia de plástico.
Baita susto! Era a visão mais Blade Runner que já tive, uma espécie de cruza de andróide com uma boneca inflável.
Todo mundo tem uma certa vaidade, mas tudo tem limite! Loira, cabelo chapado, silicone tamanho XG, bronzeamento mega artificial (a essa época do ano?), um decote que ia até o umbigo (pra mostrar os peitos que ela comprou, oras!) e o pior: aplicação de botox!
As pessoas estão ficando padronizadas, parecem feitas em série... só falta serem entregues embaladas, prontinhas para o consumo.
Busco a beleza em mim e nas pessoas que me rodeiam... a beleza verdadeira de um sorriso, da inteligência, dos valores, do abraço amigo, de sentimento, do querer estar junto, de compartilhar alegrias e até, de vez em quando, uma tristezinha, que não somos de ferro! Claro que não vou ser hipócrita: gosto quando dizem que sou ou estou bonita, mas prefiro mil vezes ouvir que sou interessante, divertida e inteligente! Isso é um elogio e tanto!
Algumas pessoas insistem em dizer que sou meio desleixada e tenho que me cuidar mais... tudo bem, pode até ser, mas quero ser lembrada pelo que sou e pra isso, quero melhorar como ser humano. Claro que nessa sociedade o que se valoriza não é bem isso, uma pena... melhor quantidade do que qualidade, capitalismo selvagem... É só pensar um pouco: tem gente que atravessa o teu caminho e não te acrescenta nadica de nada, é só embalagem... Em compensação, tem gente que te marca pra sempre... e como isso é mais que bonito! É lindo, very nice pra chuchu, baby...
Por isso, mantenho o status de guerrilheira, sobrevivendo bravamente à ditadura da chapinha, caminhando desaforadamente por aí com meus cachinhos ao vento!
É isso aí...abaixo a ditadura das barrigas chapadas. Viva a celulite e as mulheres que curtem bom papo regado a cerveja e polenta com queijo. Não às chapinhas, e sim as mulheres que se aprontam em cinco minutos pra pegar um cineminha de última hora!!!!
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